domingo, 12 de setembro de 2010

24

Ansiedade.
Deve ser por meu aniversário estar perto, por fazer 24 anos e ainda ter muito caminho para percorrer.
Eu sempre me lembrava de ter 24 anos com muito da minha vida completamente resolvida.
Antes, era uma idade velha, avançada, entendida, adulta.
Como é fácil tentar imaginar o futuro e errar.


Como eu mudei.
Eu estou viva, antes eu pensava que acordaria louca numa cama de hospital e que teria sonhado tudo que vivi.
A vida era sonho, era medo, era pouco, era sonho, era lenta e era tudo, era abismo, abismo de onde eu pulava todos os dias para acordar logo.
Os meus sonhos cresceram e alcançaram o céu, eu aprendi a construir a minha própria força, minha própria sorte, aprendi a jogar fora, aprendi a conhecer, a amar, a reconhecer, a ajudar, a não desistir e a aceitar...
Aquela que sonhava na janela com as pernas por uma grade pegando chuva, olhando pro parque e ouvindo Legião Urbana, perdeu sua ilusão, perdeu muito amor precioso no caminho por fraqueza, acreditou que era impossível e viveu se escondendo nas árvores para não precisar crescer e transbordar...
Agora, meus olhos estão abertos!
Minhas mãos são fortes, minha pernas abraçam o mundo e a chuva que cai, molha.
Ainda tenho algumas ideologias para viver.



"Meus heróis morreram de overdose"
Mas, eu não vou, não sou um espelho, vou ser uma Mnemosine.

^^

Eu tenho sorte.
Muita.
Minha família é linda, é acolhedora, é amorosa e unida. Eu sei das dificuldades, e sei olhar para os meus exemplos para superá-las...cada dia que passa e que descubro sobre a vida dos meus avós (principalmente), meu orgulho aumenta, minha força se renova e minha coragem aumenta.
Amar é normal, respeitar e adorar é mais importante, e é isso o que dá pra sentir, com todos, com tudo o que vem deles.
Infinitamente, gostaria sempre de nascer nesta mesma família.
Minha força, meu suspiro, meu chão.
^^



Foto: Minhas lindas primas.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

???


Eu escrevo pra espantar os mosquitos, pra regurgitar as maleficidades.
Eu penso sobre como todos precisamos de ajuda, de retoques, de ter a chance de recomeçar no meio do caminho com novas descobertas sobre si mesmo.
Ter cada dia como uma nova alvorada...essa é a ideia que me move, porque pensar sobre a inconstância psicológica diariamente já traz novidades.
Algumas vezes viver é meio sem graça, mas nada que um chocolate e alguns gramas de neurotransmissores em pó não ajude.
 

"Se eu te dissesse coisas que eu fiz antes
Te dissesse como eu costumava ser
Você iria junto com alguém como eu?"

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Me


Alzheimer fellings.
Algumas memórias deveriam ir-se, ao invés de causar essa dialética maldita.
Porque a vontade consciente ainda têm que lutar com o resto?
As vezes penso sobre essa hipertrofia neuronal caótica que liga tudo de maneira estranha, os resultados causam sonhos perdidos ligados por extensões espirituais não intencionais.

Reiki, sonhos, candomblé, idi, ego,
família, superego, consciente, inconsciente, aura, sentimentos, universo, caos, fisioterapia, dimensões, campo magnético, orixás, deja vu, reeencarnação, música, amigos.
Essa construção envolve vertentes demais, eu me perco, eu me acho, eu comparo, eu entendo, eu soluciono, eu me perco, eu acho tudo, e entendo meu caminho, mas, eu me perco.

Preguiça de viver em mim.....

10 x 7 pra vida!

Um pouco de anime, por favor!



sábado, 21 de agosto de 2010

Fuck


Auto enganos...eu os conheço bem.
São tão próximos que às vezes os confundo com coisas boas e deixo eles tomarem conta de tudo, dar desculpas pros meus erros e tapar os buracos.
Eu queria um pouco de anestesia.
To sentindo tudo demais demais demais.
Eu queria um carro tb, ia ficar louca pela madrugada da vida.
Eu queria muita coisa, na verdade.
Vamos explodir.
Boom!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sereno


Em meios as Brumas de agosto, um velho sorriso traz uma nova brisa.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vertigem


Constância psicológica infinita, na maior parte do tempo.
Delícia viver um pouco de egoísmo, com muito egocentrismo, abraços e leveza.
Leveza? Ta, mentira.....eu nunca fui leve.
Só estou mais feliz mais constantemente.
Passei da fase de aceitação, lógico que ainda existe raiva, mais a indiferença já é maior.
Meus sentimentos sempre são fortes, então, existe sim resquícios de ódio, e estresse pós-traumáticos e muito muito medo, mas vai passar....eu vou superar o mal que o maldito falecido monstro do cão desgraçado e ridículo gordo do mal me fez.
Seilá, a vida tem me dado ótimas surpresas, e melhor ainda, são colheitas.
To meio transbordante hoje.
Aiai!




Foto: Bianca. Feliz Aniversário!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sereno


Eu tenho um lugar pra onde voltar sempre, cheio de amor....isso é muito bom, é muito importante, é muito reconfortante.


Foto: Aniversário do vovô, primas e irmãos.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Empatia...

Sou Eu

Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo —
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado,
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! ...

Álvaro de Campos




segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sereno


Latências....
Porém, bem acessoradas, penso bem dessas pessoas novas, como penso!
Estou tão em casa, é tão reconfortante se sentir assim mesmo longe, mesmo sem esperar.
Só pode ser sorte, sorte e empatia.
Meus dias azúis, meus olhos verde limão, meus bons dias cheios de energia de continuação.
É bom reconhecer pessoas, lugares, sentimentos.

I think, I hope, I know.

It`s my way.